21 de maio de 2007

Como identificar um "Plastic Shaman"

Nos Estados Unidos da América, a expressão "plastic shaman" é um coloquialismo pejorativo usado para referir-se a indivíduos que buscam divulgar a si próprios como xamãs, ou alegam possuírem alguma liderança espiritual tradicional, mas que na verdade não possuem conexão genuína com as tradições que dizem representar e são meros "imitadores" de xamãs com pouquíssima experiência de aprendizagem de campo (nem chegaram a aprender e pretendem saber ensinar). Na maioria das vezes, "plastic shamans" utilizam a mística destas tradições culturais, e a curiosidade legítima de buscadores sinceros, para obter ganhos pessoais. Esta exploração de aprendizes e de uma cultura tradicional pode envolver a venda de falsas cerimônias espirituais tradicionais, falsos artefatos xamânicos, registros fictícios em livros, turnês ilegítimas a sítios sagrados, e quase sempre a oportunidade de adquirir títulos espirituais.

Sites de ameríndios autênticos denunciando "plastic shamans":

Artigos e editoriais:

Artigos sobre Espiritualidade Nativa em Venda:

Cuidado, portanto, com as fantasias!... Afinal, "xamanismo" é moda. Basta dar uma busca no YouTube em verbetes como lakota ou o genérico indians para observar a quantidade de vídeos estilosos usando imagens pop de nativos norte-americanos... Talvez os daqui do Brasil pudéssemos chamar "Xamãs Rastaqüera" (termo coloquial brasileiro que quer dizer "sem substância", "sem conteúdo" ou "sem dinheiro", mas é derivado do francês "rastaquouère" - pessoa recentemente enriquecida que não perde oportunidade para chamar a atenção pelo luxo que ostenta e pelos gastos que faz - fonte: Dicionário Aurélio Eletrônico).

Um comentário:

Legitimo Guerrerito disse...

Estupendo post, el tema de la re-apropiación de la identidad indigena es muy complejo, pero debería ser materia obligada de estudio antes de lanzarse a muchas busquedas sinceras. Ficciones como las de Carlos Castaneda han dado creado muchos concpeto completamente falsos sobre el chamanismo.

Hay un libro en frances

http://www.evene.fr/livres/livre/jacques-galinier-et-antoinette-molinie-les-neo-indiens-21677.php

sobre un fenomeno paralelo, pero no desde grupos más o menos New Age de origen europeo o norteamericano, sino desde grupos mestizos aculturados de paises latino americanos que ahora claman una "indigneidad" tan idealizada como artificiosa.

estoy seguro de que tambien se pueden encontrar ejemplso en Brazil. Muchos que no son indigenas ahora desearían serlo.

Todo es parte de un colonialismo cultural que continua hoy día, y de una tradición, la pastoral, en que -ya en tiempos de los griegos- se idealizaba la vida rural, lejos de las ciudades, y se proyectaban todo tipo de virtudes sobre los que vivian en un estado más "natural."